terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SnowBUnders em Nagano


Eu adoro o inverno no Japão. É sério, não me lembro de gostar tanto do inverno no Brasil ou mesmo na Europa, acho que é porque aqui o inverno é mais ensolarado, são poucos os dias nublados com garoa como acontece em São Paulo e em Londres. Agora pense em inverno... o que te ocorre? chocolate quente, sopa no pão italiano, fondue, pantufa quentinha, assistir tv enrolado na coberta e... temporada de esqui! Esqui não?!?! Pq?!? Esqui sim! Acho que a maioria das pessoas pelo menos 1 vez na vida já tiveram a curiosidade de esquiar ou pelo menos de visitar uma estação de esqui, acredito que a neve de uma maneira geral gera um atrativo muito grande principalmente para nós brasileiros e a maior prova disso que estou falando é o número de brasileiros que nos últimos 2, 3 anos tem espremido todas as suas economias para rolar montanha abaixo em estações de esqui no Chile, é como se de repente, Bariloche tivesse se tornado a Aspen da classe média brasileira. Bom, a questão mais importante é que agora eu faço parte desse não mais tão seleto assim grupo de pessoas que podem bater no peito e dizer: sim, eu rolei montanha abaixo! Só que no meu caso não foi em Bariloche e muito menos em Aspen. Fui para Nagano. No Japão existem várias estações de esqui e a sua prática é bem popular, principalmente entre os jovens e não tem aquele esteriótipo de que só esquia quem tem muito dinheiro... não, esquia quem quiser e tiver coragem para tal. Há um mês mais ou menos combinamos entre amigos, organizamos as nossas folgas, procuramos uma agência de viagem, alugamos um carro maior e com kit para neve, esvaziamos a nossa conta bancária e na sexta-feira passada (23) partimos rumo a nossa aventura, primeira vez de todos quanto ao esqui. Daqui até Nagano são quase 5 horas de viagem, mas a paisagem acaba te envolvendo de forma que quase não se percebe toda essa distância. É extremamente interessante acompanhar a gradual mudança da paisagem... saindo de Tóquio, logo aparecem as primeiras montanhas, cidades que começam em um vale e avançam em meio às próprias montanhas , algumas regiões de campo aberto e após algumas horas, as primeiras montanhas com o cume coberto de neve e até alguns lagos congelados, sem dúvida uma visão maravilhosa e muitas vezes até indescritível.

Quase 5h depois, chegamos ao hotel. Eu acho super prático o japanese style de alguns hotéis por aqui, principalmente para viagens curtas e quando se esta em grupo. É mais barato, cada um puxa o seu futon pra um canto e pronto! Melhor que isso só se as acomodações do hotel fossem no japanese style e o cardápio do restaurante fosse no melhor estilo ocidental, aliás, cardápio brasileiro se não fosse pedir muito, aí sim, seria perfeito. No Brasil, toda vez que Edgar e eu íamos viajar, eu fazia a seleção dos hotéis ou pousadas pelo café da manhã, a questão da acomodação propriamente dita era secundária... o quarto nem precisava ser grande coisa contanto que o café da manhã fosse O café! Por aqui até hoje eu tive que me contentar com o café da manhã no estilo japa mesmo, com todas aquelas coisas que eu nem ouso colocar na boca para saber o que é... me desculpe mas não coloco meesmo...!

Para a sexta-feira, combinamos que ficaríamos no hotel mesmo, para descansar, aproveitar o onsen e só no sábado então iríamos esquiar e foi o que fizemos. Após o jantar Edgar entrou em coma, Ricardo e Silva sairam para reconhecimento da área (pelo menos é o que dizem...) e Sophia e eu fomos para o Onsen pelo qual tanto lutamos na época de fechar o pacote na agência de viagens. Eu nunca tinha entrado em um onsen. Eu sempre via na tv japonesa os programas sobre viagem mostrando aqueles lugares lindos, geralmente em meio às montanhas e sempre havia um onsen. Pra quem não conhece, onsen é um termo japonês para águas termais. O Onsen pode ser em um ambiente interno ou a céu aberto, que é o mais legal. Imagine, você pode se banhar em água quentinhas enquanto neva a sua volta e dependendo do lugar ainda pode curtir a paisagem. No hotel onde ficamos havia o onsen coberto e o a céu aberto, que foi justamente aonde ficamos... nós duas, a neve e os -7ºC. Foi ótimo, pq na sexta ainda não havia quase ninguém no hotel, então o onsen foi só nosso... nosso até a saída, pq quando estavamos terminando de secar o cabelo entra uma japa sem noção com o filhO de uns 10 anos (lembrando que o onsen em questão era dividido por sexo)... posso até imaginar os comentários na escola na segunda-feira: "cara, vc não sabe, entrei no onsen com a véia e tinha uma gaijin lá... finalmente eu entendi o que quer dizer celulite!!"... lamentável.

Hora de dormir... eu particularmente acho que as pessoas que roncam deveriam pagar mais impostos, cada uma na sua categoria de ronco. Veja bem, quando um ser humano ronca do seu lado, ele atrapalha o seu sono, eleva o seu nível de tensão, danifica a sua audição, enfim, ele prejudica drasticamente a sua qualidade de vida. Digo mais, quando você passa a noite em claro por conta do roncar alheio, no dia seguinte, o seu desempenho no trabalho é reduzido e se vc trabalha com maquinário ou qualquer outra coisa que exija a sua total atenção, o sono em questão pode colocar a sua vida em risco, ou seja, pessoas que roncam demais podem ser responsáveis até pela morte de terceiros... pois é... pessoas que roncam deveriam pagar mais impostos e nesse caso nosso querido amigo Silva, vulgo "homem serra elétrica" estaria falido... totalmente falido!

Sábado, dia de esquiar... após o saudável e pouco ou nada apetitoso café da manhã, lá fomos nós para a estação de esqui. Friooo, muito friooo. Procura roupa, veste roupa, troca a roupa, pega o sapato, coloca o sapato, sapato errado, o de snowboard é outro... troca o sapato, pega a prancha, aluga o óculos, compra protetor de pescoço, preenche papel, leva isso aqui, leva aquilo pra lá... 1h e meia depois de muito suar nisso tudo, estavamos finalmente prontos para rolar montanha abaixo. Todos escolhemos o snowboard na esperança de ser esse o mais fácil. Não vai dar pra entrar em muitos detalhes senão eu não acabo esse post ainda esse ano, mas a primeira descida foi algo assim, como posso dizer... lamentável hauhauhauahua Sim, pq a primeira vez vc usa a prancha durante uns 5 segundos e o resto você desce na base do ski bunda mesmo... haja bunda, pela primeira vez fiquei feliz em estar um pouco acima do peso. Eu não tenho a mínima noção de quantas vezes eu caí... já começou na saída do teleférico, quando eu caí na frente do mesmo e na visão da cadeirinha maldita vindo na minha direção eu não tive dúvida: HEEEEEELP!!! ... e lá vem o japonês correndo, coitado, me tirar da frente do teleférico kkkkkkk

Edgar, viadinho, na segunda descida já pegou o jeito e pra quem nunca tinha esquiado na vida se saiu muito bem. Eu tive umas duas quedas das quais me orgulho muito, coisa de cinema, umas 3 quicadas na pista até parar de rolar... aí vc fica lá, deitado, corpo estirado na neve, refletindo sobre o seu capote... eu particularmente caí em todas as categorias... caí de lado, de cara, de costas e na quicada. A Sophia também teve uns tombos bem cinematográficos. O Ricardo até onde eu vi também conseguiu pegar o jeito do negócio e no final estava descendo numa boa. O Silva eu nem sei, até agora ainda tenho dúvidas se ele realmente estava esquiando ou se estava correndo atrás das japas.

Eu sempre ouvi que o medo é fundamental, porque é ele que nos faz ponderar, nos dá um certo limite. A primeira vez que eu olhei lá de cima da rampa eu me senti muito insegura... a impressão que dava era que se você caisse, não teria como parar até chegar lá embaixo... e como eu demorei pra conseguir chegar lá embaixo. Na segunda vez a insegurança já tinha passado, então você começa a tentar coisas diferentes pra ver se consegue se equilibrar melhor. Desde pequena, quando eu não tenho medo do que estou fazendo eu me jogo completamente até conseguir fazer o que estou me propondo, não é a toa que tenho tantas cicatrizes, só que nessa minha falta de limite e principalmente de noção, em uma das descidas eu virei o polegar direito de uma forma que quando eu vi, pensei: "fudeu, quebrei meu dedo!" e não foi nem pela dor, minhas mãos já estavam congeladas de forma que quase nem senti dor, foi mais a visão que tive do dedo virando mesmo. Quando cheguei lá embaixo, tirei a luva, o dedo estava assim meio torto hauahuahua meio fora do lugar... "ah, já quebrou mesmo, paciência, vou descer de novo..." e assim ainda desci mais 3 vezes.

Domingo, dia de voltar pra casa. Todo mundo quebradoooo, no sentido mais profundo da palavra, no estilo se respirar dói huahauahuahau mas com ânimo suficiente para ainda parar em Tóquio pra comer um churrasco amigo no Tucano´s, um dos restaurantes brasileiros que temos por aqui e assim fechar a nossa aventura com chave de ouro.

Quanto a mim, vou ficar duas semanas de molho em casa, com o dedo devidamente imobilizado... não quebrou o osso, mas rompeu o disquinho que une um osso ao outro, paciência, vai ser um prejuízo do cacete no holerite do mês que vem, mas sabe de uma coisa? VALEU! Valeu muuuito! Valeu a experiência de fazer algo que eu nunca tinha feito antes, valeu por conhecer um lugar lindo e pelas paisagens que estão guardadas não só nas fotos, mas na minha memória e no meu coração... e valeu principalmente pela compania... todas as risadas, os bons momentos, a alegria compartilhada, enfim, a oportunidade de passar um tempinho a mais com pessoas tão especiais e tão queridas. Há muito tempo eu disse uma coisa que faço questão de repetir aqui: nós viemos ao Japão em busca principalmente de dinheiro, como todos sabem, mas sem dúvida, o maior patrimônio que vamos levar daqui são as amizades que fizemos e os bons momentos que vivemos com cada um de vocês... eu posso até ser um pouco anti-social (confesso), mas talvez isso não seja tão ruim assim porque hoje, aqueles a quem chamo de "amigos" não são qualquer um... são os mais especiais! Adoro todos vocês!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Happy Halloween!!


Happy Halloween!!! ... é, amanhã é dia de recolher os enfeitinhos de dia das bruxas e começar a pensar nos de natal. Eu estava planejando ir à Tóquio, em alguma festinha de halloween, dizem que tem um desfile de rua bem legal, mas ainda estou de molho por causa de uma gripe mooonstro. Aliás, espero que a minha "nuvenzinha negra" se vá junto com o dia das bruxas, porque eita semaninha... aliás, não só essa, pra ser sincera as duas últimas semanas foram FODA! Acho que estou precisando de um banho de sal grosso, melhor que isso, estou precisando encher o meu ôfuro de sal grosso pra ficar lá, de molho. Semana passada percebi que as minhas queridas plantas estavam sendo invadidas por pulgões... brancos e pretos, de todos os tamanhos, milhares deles... não bastasse isso, estou brincando com o Geraldinho quando vejo que os pelinhos da barriga pareciam estar sujos de sangue, quando vou ver, descubro um machucado mega nas banhas do pobre e como desgraça pouca é bobagem, na quarta-feira acordei com a garganta doendo, meio febril, conclusão, lá pelas 23h já estava completamente rouca e lá pelas 4h estava completamente afônica e ardendo de febre... beleza, como quinta já era folga mesmo pensei que descansando um pouco logo iria me recuperar... que nada. Na sexta cancelei a minha aula de japonês e fiquei de cama o dia todo. No sábado de manhã resolvi juntar o resto de força que tinha no meu corpinho gordo e fui até uma loja que tem aqui perto, tipo uma C&C, que vende de tudo. Peguei uma folhinha "bichada" de uma das minhas plantas, enrolei num papel e fui. Chegando lá fucei, fucei, até que achei algo que parecia um remédio para o o tal do pulgão. Na dúvida, chamei uma funcionária, saquei a folha bichada da bolsa e com o meu fluente japonês de 6 palavras perguntei se aquele remédio servia. Bom, depois que a moça mobilizou metade da loja para resolver o problema da estrangeira louca, chegamos a conclusão que aquilo ali servia mesmo. Mico e conta devidamente pagos, voltei para casa. Fui até a varanda e descarreguei o tal do veneninho nas plantas e uma outra parte na minha cara (isso geralmente deve acontecer quando se aplica algo contra o vento, mas deixa pra lá...) Bom, pelo menos o problema das plantas estava resolvido, ou a caminho né, mas e o Gordo?
... bom, o Gordo já estava há dois dias sem dormir direito, com aquela barriga num estado lamentável, ainda tentamos pegá-lo para limpar aquilo, mas ele é rebelde demais pra isso, coisa de adolescente... só sei que me partiu o coração vê-lo ali doentinho, abatido, dormindo sentado para não encostar o machucado na palha, resmungando... e eu por outro lado, completamente podre da maldita da gripe. E assim nos arrastamos semana a dentro, uma e depois a outra, plantas bichadas, rato machucado e Luciana podre de gripe. Bom, praticamente duas semanas depois do início dessa novela mexicana as minhas plantas estão quase livres do pulgão, só uma que não resistiu e acabou morrendo, mas até que foi um saldo bem positivo. A barriga do Gordo está bem mais sequinha, ele já esta comendo, brincando e dormindo normalmente e eu apesar de ainda estar rouca, já estou melhor da tal gripe, talvez mais uma semana e já estarei 100% de novo... fazia tempo que não pegava uma assim tão forte, mas enfim... E hoje resolvi arriscar e fiz o almoço!!! Ontem uma amiga me ensinou a fazer uma salada de maionese... com riqueza de detalhes porque como todos sabem, eu fervo uma água como ninguém... bom, nessa primeira tentativa eu demorei um pouquinho... ahhh, coisa pouca mesmo... o que são duas horas pra fazer uma salada... hauahuahuahuahuahuahau, mas ficou bom. Assei uns pedaços de frango também, mas isso eu já sabia fazer. No final das contas até que tudo ficou bom, sorte de principiante. Valeu pelas dicas Mi!!! Além de uma grande amiga, ela de vez em quando também é a minha sensei de culinária...
Qualquer hora dessas, quando o meu varal não estiver cheiooooo, eu vou tirar algumas fotos das minhas plantosas queridas pra postar aqui... e do Gordinho também.

Beijos gripados para todos!!

sábado, 18 de outubro de 2008

Almas Gêmeas

Eu adoro escrever, mas infelizmente escrevo muito menos do que gostaria e por um motivo bem simples: tenho preguiça! ... sim, preguiça. E se você a essa altura está pensando: "nossa, será que ela não se envergonha em falar uma coisa dessa?!?!", a sua resposta é SIM... me envergonho, mas não tem problema, posso perfeitamente conviver com isso huahauhauahuahau
As vezes no trabalho me ocorre aquele turbilhão de idéias, de coisas que poderia escrever aqui, coisas que vi, coisas que vivi, enfim, assunto nunca me falta, o que falta mesmo é a tal da "coragem" no sentido de deixar a preguiça de lado e passar algum tempo na frente do pc fazendo outra coisa que não seja fuçar no orkut, mais no dos outros do que no meu, que seja dita a verdade. Mas agora a pouco, fuçando no youtube, eu achei um vídeo com uma música que gosto muito, mas feito com algumas cenas de um filme que eu adoro: "Amor além da vida" (What dreams may come). Eu realmente gosto muito desse filme porque ele traz vários elementos com os quais eu me identifico muito e fala de amor, de um amor que pode vencer qualquer coisa, superar o impossível, o improvável. Quando somos jovens criticamos nossos pais por coisas que achamos absurdas, colocando aí nesse pacote de tudo um pouco, passando desde o comportamento, até o modo de ver as coisas, de enxergar a vida, enfim... até que chega o dia em que você, já mais velho, se percebe fazendo, agindo e falando exatamente as mesmas coisas... sim, aquelas que você jurava de pés juntos que jamais faria. Pior... você começa a relembrar das brigas, das discussões, aquelas nas quais você sempre achou que estava certo e com uma clareza quase que cruel passa a perceber que realmente estava errado! ... pois é, você percebe que poderia ter evitado tanta discussão, tanta briga, o sofrimento de ambos os lados se tivesse ouvido mais, se tivesse se desarmado, se não tivesse adotado a posição do perseguido e incompreendido.
Esse filme que eu citei fala sobre almas gemêas, uma não consegue ficar longe da outra, sofre a sua ausência, vive incompleta sem a presença da outra. Eu acredito na existência do espírito, acredito que todos temos a nossa alma, e que essa por sua vez não tem sexo, logo se todos temos uma alma irmã que nos completa, ela não tem que ser o oposto do nosso sexo, ou seja, a minha alma gêmea poderia ser qualquer um e eu sei exatamente quem eu queria que fosse: a minha mãe. Nesses 6 anos não houve um dia em que eu não pensasse nela, que não visse algo que me fizesse lembrar dela e em que eu não imaginasse como seria se ela ainda estivesse aqui comigo. As vezes fico imaginando a gente indo pro shopping juntas, como sempre fizemos, aliás, era o nosso programa preferido. Imagino que hoje poderíamos estar conhecendo o mundo juntas, poderíamos estar indo a museus, concertos, exposições, tudo aquilo que ela tanto gostava e que naquela época eu pouco conhecia. As vezes penso no tempo em que perdi em brigas por causa de coisas e pessoas que no final, não fizeram diferença nenhuma na minha vida. Eu realmente queria voltar no tempo, mas como não dá, na medida do possível tento passar a minha lição adiante, mas existem coisas que não se ensina, apenas vive-se para aprender. Me faz bem pensar que realmente existe uma vida após essa e que o nosso amor vai nos juntar novamente porque eu sei que ele é forte o suficiente para isso e tal qual o personagem do Robin Williams, eu faria qualquer coisa para que isso acontecesse.
Ainda no youtube certa vez eu encontrei parte de um poema que resume bem tudo o que sinto e vou postá-lo aqui, não sei quem é o autor e agradeço a gentileza da pessoa que pesquisou até achá-lo na íntegra para poder me mandar... aqui vai:

Esperarei por ti

Esperarei até que os meus olhos doam no avistar ansioso do horizonte,
até que a minha voz sucumba aos gemidos desesperados,
até que os meus ouvidos cessem de escutar as águas que brotam da nascente,
até que a minha memória se apague levando com ela o porquê da espera.
Esperarei por ti até que o céu não seja céu,
até que os mares não sejam mares,
até que a minha vida sejas tu,
até que a minha morte seja a tua ausência,
até que vá vivendo e morrendo a cada instante
porque vivo para ti
e morro sem ti.
Esperarei por ti até que um dia surjas do horizonte que contemplo
para me socorrores dos meus gemidos desesperados,
trazendo na tua boca as águas da mais pura nascente
para inundares a minha memória de esperança eterna.

(autor desconhecido)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Para você que tem aquele irmão mala, aquele amigo Joselito, aquele vizinho sem noção... saiba que você não é o único a ser uma vítima da inconveniência alheia... kkkk


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A música japonesa tem muita força no país. Você coloca na MTV Japan e a maior parte da programação é dedicada à música nacional, e sinceramente não deixa nada a desejar. O Japão tem ótimos grupos Pop, rock e pasme, reggae e até black (?!?!?!) ... estranho mesmo é ver um rapper japonês, todo a carater, se achando um "mano"...

Entre os grupos que tenho conhecido, um que me chamou a atenção foi o Spontania. Até onde eu sei ele é formado por dois japas que seguem um estilo meio reggae, inclusive o visual de um deles lembra bastante o Bob hauhauhauhuha ... de qualquer forma, eles têm umas músicas bem legais e alguns clipes nem tanto, inclusive um deles está no meu orkut. A música deste clipe que estou postando tem a participação de uma cantora cujo trabalho ainda não conheço muito, mas que também é bem legal. Eu bem que tentei achar a letra da música com a tradução, mas por enquanto vou ficar devendo... O estilo dessa música deles acaba sendo um pouco diferente das demais, mas mesmo assim ficou muuito bom. Então, fica aqui o clipe de umas das músicas que eu mais tenho ouvido atualmente, uma das minhas preferidas por aqui.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Em tempos de lei seca aí no Brasil...

domingo, 20 de julho de 2008

Aventura em Onjuku...





Onjuku é linda. Na minha opinião não deixa nada a desejar comparando-a a algumas das nossas praias, principalmente as de São Paulo. Areia fininha, água limpa, a praia é frequentada por muitos jovens, famílias e principalmente surfistas. Há mais de um mês estavamos planejando essa viagem, conseguimos ajeitar tudo para que fosse na semana do meu aniversário e lá fomos nós. A cidade de Onjuku fica a mais ou menos 2h de onde estamos. Saímos daqui na sexta de manhã, logo depois do trabalho e voltamos no sábado a tardinha. Sem dúvida foi uma viagem muito divertida e eu inclusive não hesitaria em dizer que provavelmente essa tenha sido uma das viagens mais divertidas da minha vida e já vou explicar o porque, mas antes deixa eu contar um pouco mais da nossa aventura. Como não conseguimos fazer reserva antes de ir, Edgar pegou o nome de algumas "pousadas" e acabamos indo assim, sem lugar definido para ficar. Procura daqui, procura de lá... e nada... até que chegamos na praia. Eu não sei como funciona em outras praias por aqui, mas em Onjuku a praia conta com várias barracas que na verdade são uma espécie de restaurante ali mesmo na areia, onde além de comer, você pode pagar para usar um locker para guardar as suas coisas, pode alugar todo tipo de parafernalha para usar na praia como cadeiras, guarda-sol, bóias, etc... além disso, nessas "barracas" você encontra banheiro com vestiário e chuveiro e pasme... até secador de cabelo pra você se arrumar para voltar pra casa. É uma estrutura incrível, muito bem organizada como eu nunca havia visto em lugar algum. Uma dessas barracas tinha justamente o mesmo nome de uma pousada que estavamos procurando, então fomos até lá pra conferir. Edgar espremeu todo o seu japonês para falar com um senhor que aparentemente era o dono do lugar. Agora, já em casa, me ocorreu que depois de tudo, faltou ter perguntado pra ele o seu nome, porque esse senhor foi de uma hospitalidade incrível e ele não foi o único. Eu só sei que ele ligou lá pra tal da pousada que leva o mesmo nome da barraca, mas tinha um problema: como explicar pros dois gaijins como chegar até lá?!?! chama fulano, chama ciclano, até que vem ao telefone alguém que falava inglês, problema resolvido né? ... que nada! Falava uma coisa, a moça entendia outra... até que o tiozão da barraca pega o telefone e a moça resolve que viria nos buscar de carro ali na praia. No meio dessa confusão toda, um senhor japonês nós chamou pra sentar com ele, nos pagou café, tentava porque tentava conversar conosco, mais coitado, não conseguiu muita resposta... aliás, acho que nunca fiquei tão frustrada por não falar japonês, pq se falasse tenho certeza que teríamos ficado horas ali conversando com ele.
Depois de alguns minutos chegou uma moça com uma van pra nos pegar... e dá-lhe estrada... anda, anda e nada de chegar no lugar e a praia cada vez mais longe... como faríamos pra voltar tudo aquilo a pé?? Enfim chegamos a tal pousada e a moça que falava inglês veio falar conosco. Edgar comentou com ela que tinha pensado que a hospedaria ficasse mais perto da praia e que ia ficar meio difícil pra gente voltar tudo aquilo a pé outra vez... eram 3 mulheres nessa pousada: uma senhora, a moça que foi nos buscar e a que falava inglês... só sei que pra nossa surpresa absoluta ao invés de falar: blz então, boa sorte pra vcs... essas 3 começaram a ligar pra um e pra outro atrás de um outro lugar pra gente ficar!!!! E além de procurar outro lugar na concorrência, elas ainda estavam procurando lugares que não fossem tão caros!! Sinceramente eu não esperava por uma recepção dessa... e não parou por aí!! ... depois que encontraram um lugar pra gente ficar, as duas moças ainda nos levaram de carro até lá!!! Chegamos então na outra pousada, essa por sua vez ficava praticamente dentro da praia hauahuhauh, era só sair porta afora, dar 5 passos e já estávamos na areia... Isso que eu estou chamando de pousada, na verdade é uma espécie de albergue... você aluga um quarto, com tv e ar condicionado, mas o banheiro é dividido com todo mundo... mas tudo extremamente organizado.
Depois de instalados, fomos dar uma volta na praia. Como era sexta-feira, tinha poucas pessoas na praia, alguns surfistas...
Andamos, brincamos na água e depois fomos lá comer alguma coisa na barraca do tiozão legal. Outra coisa diferente por aqui é que tem horário pra você sair do mar... no caso de Onjuku, é proibido para os banhistas entrar no mar no período das 17h às 9h, então próximo às 17h nos alto falantes da praia começam a avisar que está na hora de sair do mar e aí então a área fica de uso exclusivo aos surfistas e como tem surfista por lá!! Eu acordei às 4:30h da manhã e dei uma olhada pela janela pra ver como estava o tempo... pra minha surpresa o mar já estava cheio de corajosos surfistas... corajosos sim, lembrando que as águas do pacífico são beeeem mais frias do que as do atlântico, as quais estamos acostumados. Lá pelas 10h da manhã fizemos o nosso check out, pegamos as nossas mochilas e fomos lá pra barraca do tiozão. Deixamos as nossas coisas no locker, alugamos um guarda-sol e fomos curtir os 30 e muitos graus do verão japonês. Sabadão, segunda-feira aqui é feriado (dia do mar), logo... praia CHEIA!!! Ahhhh, vale comentar que como era sábado, a barraca do tiozão estava com todo o seu staff, coisa que não tinha no dia anterior, então logo que chegamos por lá e fomos atendidos, o tiozão já veio, nos "apresentou" ao rapaz, garantindo assim que seríamos muito bem tratados e servidos.
Agora vem a parte onde eu explico o porque dessa viagem ter sido uma das mais divertidas da minha vida. Eu já tinha lido em um blog sobre um hábito muito peculiar dos japoneses no que diz respeito a praia: eles adoram bóias!! sim... bóias!! ... de todos os tamanhos, cores, desenhos, formatos... bóias. E não estamos falando de crianças, estamos falando dos adultos mesmo... jovens, moças e rapazes, senhores e senhoras de idade e claro, as crianças também. Quem não tem uma bóia, logo trata de alugar uma. E como eles se divertem na água!!! Não tem como colocar em palavras como é fantástico vê-los brincando na água... com certeza é muito diferente do que estamos acostumados no Brasil... Há quase 30 anos eu vou à praia e nunca, nunca vi pessoas se divertindo tanto no mar como vi nessa viagem. É contagiante ou como se diz em japonês: Sugoi!!! Cada onda é recepcionada por uma sucessão de gritinhos e lá vão eles onda abaixo em suas bóias e pranchinhas... é como eu disse, não tem como explicar tal visão... é simplesmente muuuuito divertido!! ... tenho que dar o braço a torcer, eles podem não ter praias tão bonitas quanto as nossas, mas sem dúvida alguma, sabem se divertir nelas muito mais do que a gente. O legal é que ninguém repara em ninguém... vale tudo, os mais branquinhos entram na água de blusa de manga longa e chapéu pra se proteger do sol, os mais tímidos ou despreparados entram de roupa mesmo, meninos passam bronzeador uns nos outros sem aquela coisa latina machista de que isso é coisa de bicha... enfim, todo mundo se diverte muito, do jeito que quiser e achar melhor...

RESUMO DA VIAGEM:

- Encontramos um pedacinho do paraíso perto de casa;
- Os japoneses são muito desconfiados com relação aos brasileiros, mas superada essa etapa, eles são extremamente gentis e solícitos;
- Em uma das nossas caminhadas vespertinas encontramos um tubarãozinho morto na praia;
- Aumentou ainda mais a vontade de aprender o japonês pra nunca mais perder a oportunidade de uma boa conversa;
- Próxima vez não esquecer de levar uma bóia!!!

I S2 Onjuku!!!